INFORMAÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO PARA A CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTO

INFORMAÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO PARA A CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTO

INFORMAÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO PARA A CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTO:
EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA UMA EDUCAÇÃO INCLUSIVA DE CRIANÇAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS

É de 1973, do Decreto nº 73.030, que criou a Secretaria Especial do Meio Ambiente, o alerta para a necessidade de universalização de uma prática educativa sobre meio ambiente, envolvendo todos os setores da sociedade. Essa iniciativa ganhou foro escolar com a Lei nº 6.938, de 1981, que prevê a promoção da educação ambiental em todos os níveis de ensino. Essa ação foi consolidada na Constituição Federal de 1988, que atribui ao Estado o dever de promover a educação ambiental não só em todos os níveis de escolaridade, mas também em ações de conscientização pública, o que assegura o direito constitucional de todos os cidadãos brasileiros a terem acesso à educação ambiental.
Em 1999, a educação ambiental obteve grande avanço com a aprovação da Lei nº 9.795 (regulamentada pelo Decreto nº 4.281, de 2002), que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA). Essa lei deixa clara a obrigatoriedade da educação ambiental em todos os níveis de escolaridade, da educação básica à superior, em suas modalidades: educação de jovens e adultos, educação a distância e tecnologias educacionais, educação especial, educação escolar indígena.
Não só do âmbito formal da educação a lei trata, mas também do âmbito informal, destacando que o poder público deve incentivar organizações não-governamentais na formulação e execução de programas e atividades vinculadas à educação ambiental, por meio da participação de empresas privadas no desenvolvimento de programas de educação ambiental em parceria com escolas de educação formal.
O avanço das legislações educacionais trouxe um novo olhar para a escola e seu papel social, não só em relação a o quê ensinar, mas também a quem ensinar. Trata-se de uma reestruturação da cultura, da prática e das políticas vivenciadas nas escolas de modo que estas respondam à diversidade dos alunos. É uma abordagem humanística, democrática, que percebe o sujeito e suas singularidades, tendo como objetivos o crescimento, a satisfação pessoal e a inserção social de todos.
A inserção ganha força não só no âmbito social, mas também no educacional, a partir do Seminário Internacional do Consórcio da Deficiência e do Desenvolvimento (International Disability and Development Consortium – IDDC), realizado em março de 1998 em Agra, na Índia. A tônica do encontro pautou-se nas especificações do que considerar um sistema educacional inclusivo, aquele que: reconhece e respeita diferenças nas crianças; permite que as estruturas, sistemas e metodologias de ensino atendam às necessidades de todas as crianças; institui um processo dinâmico que está em evolução constante; não restringe ou limita salas de aula por falta de recursos materiais.
Para a implementação e a consolidação da educação inclusiva, muitas parcerias foram e são feitas escola-comunidade, numa ênfase crescente de que a inclusão perpassa pelas várias dimensões humanas, sociais e políticas, e tem de se expandir, de forma a auxiliar no desenvolvimento das pessoas e a contribuir para a reestruturação de práticas e ações cada vez mais inclusivas e sem preconceitos.
O ponto fulcral da inclusão escolar é que toda criança pode aprender, independente de sua condição física e/ou mental. Quando se fala em educação, entende-se a vida e os recursos que tocam a vida; entende-se o papel, a função de cada elemento que faz parte do mundo. Assim, a educação se funda nas relações construídas, não a partir de regras sociais, mas da própria condição natural de interação. Obedece-se ao que a natureza orienta, planeja-se de acordo com o que a natureza oferece.
A integração do ser humano com o meio em que está inserido se dá tanto pelas relações interpessoais, quanto pela maneira como cada indivíduo interpreta a realidade, a fim de apreendê-la. É por meio dessa mediação que a educação se torna profundamente comprometida com seu meio socioambiental. Nesse aspecto, não só os conhecimentos tradicionais acrescentam muito à educação ambiental, mas também a relevância e as formas de transmissão comunitária dessa mediação cultural.
A interação entre escola e comunidade viabiliza a construção de um conhecimento capaz de associar realidade, valores culturais e capacidade de aprendizagem. A escola precisa de especialistas e estes, por sua vez, carecem da categorização sistematizadora da escola que, para a adequação do ensino responsável sobre sustentabilidade ambiental, constrói metodologias e atividades de sensibilização com partilha de sentimentos e emoções, aspectos importantes para a construção de meios de reflexão a crianças com necessidades especiais, físicas e/ou mentais.
Nesse sentido, alunos do curso de Pedagogia, licenciatura, da Faculdade Alfa, sob a supervisão do professor Dr. João Hilton Sayeg de Siqueira, inicialmente, em parceria com a ONG Projeto Biopesca e o Grupo Coração Autista, ambos da Baixada Santista, estão preparando material didático interativo, em busca de uma sensibilização ambiental em crianças com necessidades especiais, primeiramente, autistas, para depois, com maior domínio de técnicas didático-pedagógicas, estender o projeto para outros grupos.